segunda-feira, 26 de maio de 2014

Criação de Personagem

No livro Mundo das Trevas, página 34, há a "criação de personagem", dividida em sete etapas:

1) Escolha o histórico. Primeiro, crie o conceito do personagem. Para ajudar a compreensão da identidade e das motivações do personagem, apresente uma descrição breve em duas ou três palavras. Isso costuma envolver, mas nem sempre, uma ideia de carreira: "jornalista notívago", "mecânico estóico", "menor abandonado", "yuppie petulante", "jovem revoltado".
Ainda nesta etapa, escolha a facção do personagem. Se você está interpretando um mortal, isso é quase irrelevante. Ele pode ser um policial, um detetive particular ou um balconista de loja de conveniência, mas ele não é definido por suas alianças. No entanto, uma criatura sobrenatural é arrastada para m mundo de antigos legados no qual ela será julgada até mesmo por suas afiliações involuntárias. A facção é tanto sua força quanto sua maldição. No caso dos Celestiais, as facções são chamadas de cleros, como veremos num post futuro.

Opção: Prelúdios: uma estratégia interessante é você descrever seu personagem antes de sua iniciação no mundo sobrenatural. Assim, essa passagem poderá ser significativa, sendo traumática, fantástica, maravilhosa, e influenciando suas ações de forma positiva ou negativa.


2) Selecione os Atributos, as capacidades inatas do personagem. Priorize as três categorias (5/4/3). Você encontrará maiores detalhes em Atributos:

http://anjoasalvacaolu.blogspot.com.br/2014/06/atributos.html 


3) Selecione as Habilidades, as competências desenvolvidas pelo personagem. Priorize as três categorias (11/7/4). Você encontrará maiores detalhes em Habilidades (post futuro);


4) Selecione as Especializações das Habilidades, as área de concentração do personagem. Escolha três especializações. Veja sobre isso num futuro post:


5) Aplique o Modelo de Criatura Sobrenatural, de acordo com a metamorfose sofrida pelo personagem. No caso dos Celestiais, é o Renascer.



6) Determine os Benefícios, as características derivadas dos Atributos do personagem: Defesa (Destreza ou Raciocínio, o que for mais baixo), Vitalidade (Vigor + Tamanho), Iniciativa (Destreza + Autocontrole), Moralidade (7 no caso dos personagens iniciantes), Tamanho (5 no caso da maioria dos seres humanos), Deslocamento (Força + Destreza + 5), Força de Vontade (Perseverança + Autocontrole) e Virtude/Vício (escolha um de cada; consulte o quadro). Veremos maiores detalhes em post futuro.



7) Selecione as Vantagens que representam os destaques e os elementos do histórico do personagem. Invista sete círculos nas Vantagens. O quinto círculo de qualquer Vantagem tem o preço de dois. Observe que muitas vantagens tem pré-requisitos. Veremos mais a seguir.




O Mundo das Trevas

Em 1991, Mark Hein-Hagen lançou o livro Vampire: The Masquerade, dando início ao Mundo das Trevas (World of Darkness) e ao Sistema Storyteller:


Capa de Vampiro: A Máscara

Nesse Sistema, há os players, que devem ter uma história de personagem pronta (Prelúdio ou como chamamos, BG - Background) e o GM torna-se Narrador. Cada aventura é transformada em Crônica.

O Mundo das Trevas é o Livro-Base, de ambientação. Cada raça que participa desse mundo tem seu livro próprio. Ele foi criado em 1991 e atualizado duas vezes, uma em 2004 e 

1) Mundo das Trevas (World of Darkness ou WoD): criado em 1991, possui livros como Vampiro: A Máscara, Lobisomem: O Apocalipse, Mago: A Ascensão, etc.

2) Novo Mundo das Trevas (New World of Darkness ou NWoD): criado em 2004, possui livros como Vampiro: O Requiem, Lobisomem: Os Destituídos, Mago: O Despertar, etc.

3) Mundo das Trevas do Monte Cook (Mount Cook's World of Darkness): foi criado em 2007 e apresenta uma Terra que foi atingida por uma catástrofe global, causada por seres alienígenas extra-dimensionais.

Em relação a  Anjo: A Salvação, podemos destacar o aviso, no início do livro:


Atenção: Este NÃO é um suplemento oficial Storyteller. Este produto NÃO é aprovado pela White Wolf e NÃO está à venda. Ele é de distribuição gratuita. As idéias aqui contidas contém pouco do material oficial da White Wolf, encontrado em seus livros básicos. Regras, dados sobre outros jogos Storyteller e outras informações sobre as criaturas sobrenaturais cobertas pelos jogos oficiais de Storyteller foram resumidas de forma a englobar apenas o mínimo para se jogar este jogo, sendo necessário que o jogador tenha acesso a algum dos livros oficiais para se utilizar o sistema e o cenário do Mundo das Trevas. Caso contrário, este produto pode ainda ser usado como jogo à parte ou como referência para outros sistemas.



Role-Playing Game

RPG (Role-Playing Game) é um jogo onde você interpreta uma personagem de ficçãoComo em um jogo de estratégia, há regras que o definem, e guiam aquilo que o seu personagem pode ou não fazer. A esse conjunto de regras chama-se sistema. Como no teatro, cada personagem tem uma história, e deve ser interpretado assim como fazem os atores. Diferente de um jogo de estratégia, você não luta contra um adversário específico, mas vive aventuras em um mundo imaginário. Diferente do teatro, você não segue um roteiro, mas age pelo seu personagem com liberdade de ação, limitado somente pelo conjunto de regras do sistema em questão.


No RPG, você pode ser quem quiser

No RPG, também conhecido como "Jogo de Interpretação", existem dois tipos de jogadores: o jogador comum (Player) e o Mestre ou GM (Game Master), que é quem cria a história e julga as ações dos personagens, no decorrer do jogo. Ele pode definir o cenário, figurantes, ambiente e tudo o mais. Por isso, ele deve ter um conhecimento profundo sobre o jogo e sobre o sistema escolhido, como veremos mais adiante. Cada história é uma aventura, e várias aventuras formam uma campanha. À medida que as aventuras acontecem, os players poderão adquirir pontos de experiência (XPs).

O RPG clássico é também chamado de "RPG de Mesa"
Oficialmente, o primeiro RPG foi Dungeons & Dragons (D&D ou Masmorras & Dragões, em português), criado em 1974 por Gary Gygax e Dave Arneson. Esse jogo inspirou o desenho Caverna do Dragão (1983 a 1986). 
Uma das capas originais do D&D (1974)

Live Action: a "ação ao vivo", em português, é uma forma de jogar o RPG convencional. Nele, o GM não cria cenários, e os players usam o espaço à sua volta como cenário de jogo. Ao invés de usar uma ficha e a imaginação, procuram-se locais que possam ser utilizados como cenários reais. Mas, como nem sempre é fácil achar cenários que sirvam aos objetivos de uma determinada história, esse tipo de RPG era limitado. O que facilitou a vida dos players foi a Internet. O RPG feito no Second Life, por exemplo, é Live Action, pois é possível criarmos o cenário que desejarmos:
Muitas ilhas do Second Life criaram cenários medievais, para seus RPG
Atualmente, a Internet apresenta dois tipos de jogos:

1) MMORPG (Massive Multiplayer Online RPG) - são jogos de RPG eletrônicos. Ex.: Aion, Ragnarok, Gunbound, Priston Tale, MU, Tíbia, Perfect World, Cabal, Lunia, Dofus, etc.

2) jogos que não são MMORPG - é o caso do Second Life, que não é específico para RPG, mas foi adaptado.

Jogos como Perfect World criam cenários fantásticos para MMORPG